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04.01.2012 Noticias Sem comentários

Ao Largo 58 - Dez 2011/Jan 2012

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16.12.2011 Noticias Sem comentários

Ao Largo - Quarta semana do Advento

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07.12.2011 Noticias Sem comentários

Ao Largo - Terceira semana do Advento

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02.12.2011 Noticias Sem comentários

Ao Largo - Segunda semana do Advento

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22.11.2011 Noticias Sem comentários

Ao Largo - Edição do Advento 2011

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05.09.2011 Noticias Sem comentários

Ao Largo 57 - Setembro 2011

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05.04.2011 Noticias Sem comentários

Ao Largo 57 - Páscoa 2011

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01.03.2011 Noticias Sem comentários

Ao Largo 56 - Quaresma 2011

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11.02.2011 Noticias Sem comentários

Entrega do prémio Vasco Vilalva

Discurso do Senhor D. Joaquim Mendes, em representação do Senhor Cardeal-Patriarca

Senhor Dr. Elísio Summavielle, Secretário de Estado da Cultura, em representação da Senhora Ministra da Cultura

Senhor Dr. Rui Vilar, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

Senhor Pintor Manuel da Costa Cabral, Presidente do Júri do Prémio Vasco Vilalva

Senhora Drª Simonetta Luz Afonso, Presidente da Assembleia Municipal da CML

Senhora Vereadora Drª Catarina Vaz Pinto, em representação do Senhor Presidente da CML

Senhora D. Maria Filomena Lobo, Presidente da Junta de Freguesia do Sacramento

Senhora Condessa de Vilalva

Reverendíssimo Senhor Cónego Armando Duarte, Prior desta comunidade cristã

Senhor Dr. José António da Cunha Coutinho, Presidente da Assembleia Geral da Irmandade do  Santíssimo Sacramento

Meus Senhores e minhas Senhoras

1 - Esta igreja da Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento fruto da generosidade e testemunho de fé dos nossos antepassados é uma herança recebida que temos o dever de preservar. Faz parte do património histórico-cultural da Igreja.

A grandeza e beleza deste templo representam a aspiração profunda dos membros da Irmandade que promoveram a sua construção e ofereceram a Deus o melhor daquilo que foram capazes de criar; é expressão da sua fé e da sua devoção ao Santíssimo Sacramento.

O património eclesiástico é expressão da criatividade humana e da devoção religiosa, por isso ele contém em si próprio um valor artístico inseparável de uma convicção de fé; nasceu de um encontro fecundo entre a inspiração religiosa e a inspiração estética; manifesta a conaturalidade que existe entre o esplendor da arte e as expressões da fé, como expressão comunitária e pública.

2 - Por isso, o restauro desta igreja, permitindo afectar ao culto divino aquilo que para o culto foi criado, respeitando o primado de Deus, que ela representa, e a memória histórica dos antepassados, impunha-se como um dever, que o Cónego Armando Duarte e a Real Irmandade corajosamente assumiram como um grande desafio, com grande fé em Deus e confiança na generosidade dos homens.

Foi possível iniciar esta obra graças a uma pequena indemnização do Metro de Lisboa (180 mil euros). A generosidade dos fiéis tem permitido que iniciada a obra ela ainda não tenha parado.

O Prémio Vasco Vilalva, constitui não só uma valiosa ajuda, bem como uma recompensa para os seus esforços de quem empreendeu a obra, e ainda um estímulo para todos os benfeitores, já que o restauro da igreja está longe de estar concluído.

3 - Neste momento, em nome do senhor Patriarca, do Pároco, da Irmandade e da comunidade cristã, queria agradecer:

- Ao senhor Dr. Rui Vilar, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e ao Pintor Manuel da Costa Cabral, Director do Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, a atribuição do Prémio Vasco Vilalva para Recuperação e Valorização do Património, instituído em memória do Marquês de Vilalva, cuja viúva, a senhora Condessa de Vilalva, aqui presente, saúdo especialmente;

- Agradecer à Empresa «Junqueira 220» o empenho e a qualidade posta no restauro, elemento decisivo para a atribuição do Prémio. Porém, esse trabalho não teria sido possível se não houvesse um projecto para a reabilitação da igreja, de autoria do Arquitecto Pedro Mariguesa; se a empresa Simolatina não tivesse reconstruído o telhado da igreja; se a empresa Ampermax não tivesse executado a iluminação do tecto, que, sendo embora provisória, muito valoriza o restauro, sobretudo nos dias cinzentos como nestes dias de inverno.

- Agradecer e felicitar a Irmandade do Santíssimo Sacramento, na pessoa do Presidente da Assembleia Geral, senhor Dr. José António da Cunha Coutinho, bem como o Pároco, Cónego Armando Duarte, pelo empreendimento que tem sido levado a cabo sem apoios de entidades públicas e em tempo de “crise”.

Em 2002, foi elaborado, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, um programa para a recuperação das igrejas paroquiais do Centro Histórico de Lisboa. Previa-se que a recuperação das igrejas situadas dentro da área de intervenção do Fundo Remanescente da Reconstrução do Chiado, fossem comparticipadas pelo Fundo; as outras igrejas fossem apoiadas directamente pela Câmara de Lisboa.

Este plano foi cumprido em relação a todas as igrejas (basílica dos Mártires e igrejas da Encarnação, Santa Catarina, São Nicolau, Santa Maria Madalena e, além destas paroquiais, a igreja da Conceição Velha), mas esta, a igreja do Santíssimo Sacramento, foi excluída, porque quando o plano de recuperação já estava aprovado, foi extinto o Fundo Remanescente da Reconstrução do Chiado.

- Agradecer à Câmara Municipal de Lisboa, aqui representada pela senhora Drª Simonetta Luz Afonso, Presidente da Assembleia Municipal e pela senhora Vereadora Drª Catarina Vaz Pinto, do Pelouro da Cultura, a aprovação do projecto e o licenciamento gratuito da obra.

Contudo, perante  o esforço da comunidade e a importância da recuperação para a valorização do Chiado, atrevemo-nos a pedir à Câmara o seu apoio, nomeadamente para arranjo do exterior da igreja.

- Agradecer à Senhora Ministra da Cultura, na pessoa do senhor Secretário de Estado, Dr. Elísio Summavielle, o ter considerado de interesse cultural o projecto de reabilitação e restauro da igreja do Sacramento, o que abriu as portas aos benefícios fiscais previstos na Lei do Mecenato para as empresas que aceitassem ser mecenas da obra, benesse até ao presente pouco aprovada, já que as empresas não arriscam na partilha em tempo de crise. São excepção as empresas Cimpor, Metropolitano de Lisboa, Luvirep e a Schréder Iluminação, num total de donativos que não vai além dos 70 mil euros.

- Como tem dito repetidas vezes o Prior e Juiz da Irmandade do Santíssimo Sacramento esta obra não se justificaria se apenas estivessem em causa as necessidades pastorais da Igreja – há muitas igrejas e pouca população residente nesta zona da cidade. O amor à cidade já justificaria este esforço, dada relevância artística do edifício, valorizado pela sua inclusão no Chiado. Contudo, o factor mais determinante é o Divino Orago desta Paróquia: o Santíssimo Sacramento.

Que diriam os nossos vindouros se lhes legássemos em ruínas uma igreja dedicada ao Santíssimo Sacramento, centro da fé cristã e profundamente enraizado no coração dos crentes e nas populações das cidades de Portugal, cuja expressão visível são as manifestações públicas na Festa do Corpo de Deus?

Por isso vale a pena todos os esforços para devolver aos vindouros e à cidade este espaço sagrado, para desfrutarem da sua beleza, honrar o Santíssimo Sacramento e celebrar a sua fé.

Bem hajam e obrigado pela vossa colaboração e pela vossa presença.

+ Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa

Lisboa, 10 de Janeiro de 2011

11.02.2011 Noticias Sem comentários

Pedido de Apoio Mecenático

Paróquia do Santíssimo Sacramento
Lisboa, 15 de Janeiro de 2011

Ex.mo Senhor
Faz um ano dirigi-me a V. Exª para pedir que incluísse a empresa  de que é administrador entre os  Mecenas da obra de restauro da igreja do Santíssimo Sacramento, em Lisboa, declarada de interesse cultural pelo Ministério da Cultura,  distinção que permite aos Mecenas do restauro da nossa igreja o acesso  aos benefícios fiscais  previstos na Lei do Mecenato.

A igreja do Santíssimo Sacramento, além do seu valor artístico e histórico, tem para os católicos um grande valor simbólico: foi construída como expressão da fé do povo de Lisboa na presença real de Cristo na Eucaristia, numa altura em que muitos, arrastados pela emergente heresia protestante, o negavam.

Apesar de não ter sido expressivo o apoio das empresas à obra, fomos avançando no nosso propósito de reconstruir a igreja, confiando sempre na divina providência. A perseverança neste esforço resultou na atribuição do Prémio Vasco Vilalva 2010, com o qual a Fundação Calouste Gulbenkian premeia o melhor restauro realizado em cada ano.

Apesar da grave crise que a todos atinge, passado um ano de novo me dirijo V. Exª fazendo-lhe o mesmo pedido, concretizando-o um pouco melhor: que o apoio mecenático corresponda ao valor do restauro de um retábulo dos altares laterais da igreja, orçamentado em € 5.000.

À entrada da igreja será colocada uma placa comemorativa da atribuição do Prémio Vasco Vilalva, na qual constará também o logótipo das empresas que correspondam a esta nossa sugestão que, como é óbvio, não pretende limitar a generosidade de cada um.

Para superar a crise é preciso não ser poupado no dar. Perguntarão: mas o restauro da igreja mata a fome a alguém? Acredito que o assombro religioso ante o fascínio da beleza e da sapiência, ajuda o homem a ultrapassar-se a si próprio, alarga os seus horizontes, dá-lhe asas para ultrapassar o impacto que em si têm as dificuldades dos dias que correm. Acredito também que Deus ajudará quem, através de um donativo, realizar assim um gesto de devoção ao Santíssimo Sacramento.

Junto a esta carta envio:
- Um suplemento do Ao Largo – o Boletim das Paróquias da Baixa-Chiado – dedicado à atribuição do Prémio Vasco Vilalva;
- “O Santo Protector”, tradição das Paróquias mais antigas de Lisboa, distribuído ao acaso pelos fiéis no dia de Ano Novo. O que envio, tirei-o a pensar nessa empresa, para que sobre ela alcance muitas bênçãos de Deus no Ano de 2011.

Cumprimenta respeitosamente V. Exª,
Cónego Armando Duarte

Nota: São as seguintes as empresas que já deram o seu apoio mecenático à obra de reabilitação e restauro da igreja do Santíssimo Sacramento: Metropolitano de Lisboa, Cimpor, Luvirep, Schréder Iluminação, Grupo Jerónimo Martins, Fundação Millennium BCP e El Corte Inglés, num total de donativos que não vai além dos 80 mil euros.