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16.11.2009
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Apresentação
José Campos e Sousa, lisboeta de gema, nascido e criado na Freguesia do Sacramento, foi membro fundador da “Banda do Casaco”. Talvez alguns se lembrem… Mas daquilo que todos nos lembramos é de ter sido ele a congregar à sua volta o grupo “In Nomine” do qual temos imensas saudades!
Anos a fio, entre 1995 e 2008, o “In Nomine” cantou na nossa igreja a “Missa fadista”, interrompida desde Setembro do ano passado. Foi o José Campos e Sousa que musicou os textos do Ordinário da Missa.
Apesar de já levar um ano de interrupção, todos os 3ºs Domingos do mês, as pessoas continuam a vir para a “sua” Missa. E não raras as vezes, com aquela liberdade própria dos apreciadores do Fado, me acusam de ter sido eu a acabar com a “Missa em Fado”. Aproveito a presença de alguns dos membros do “In Nomine” para lhes pedir que voltem depressa, a ver se não correm com o Prior!
A verdade é que, não apenas a Paróquia do Sacramento, mas toda a Igreja precisa do “In Nomine”, como um extraordinário meio de evangelização. São muitos os locais onde o grupo actuou, espalhando o nome de Jesus.
O amor a Deus e à Pátria levou o José Campos e Sousa a lançar-se em mais esta obra que hoje temos o privilégio de apreciar ao vivo. Deixemos que fale o autor:
«Por mais um favor do Céu coube-me desta feita dar música e dar voz a muito do que se tem escrito em louvor de Dom Nuno Álvares Pereira, o Condestável, terror dos Castelhanos, verdadeiro Herói da minha infância. Benditas 3ª e 4ª classes que em 1955/1956 trouxeram à minha vida, de maneira tão fantástica a tão fantástica vida de uma mão cheia de Homens, que começando em Viriato, ajudaram a erguer Portugal. Dom Nuno, é certamente um primeiro entre iguais. Já Fernando Pessoa na “Mensagem” lhe atribuiu no Brasão, o lugar cimeiro - o da coroa».
«Dediquei “Por Portugal e Mais Nada” a S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, décimo sexto neto de Dom Nuno e do Mestre de Avis. Faço-o por respeito, por admiração e principalmente por devoção a uma causa que precisa urgentemente de um novo Mestre que, como canta Rodrigo Emílio: - “Ponha a andar daqui o Andeiro!”».
Neste nosso serão tão familiar, os poemas que José Campos e Sousa musicou e vai cantar confrontam-nos inevitavelmente, não apenas com o amor à Pátria, mas também com a santidade de São Nuno de Santa Maria. Viveu e morreu nesta cidade, amou Portugal, viveu de forma radical a sua pertença a Jesus que aprendeu a amar no regaço de Maria Santíssima. Foi santo porque foi um cristão fiel. Com a sua intercessão e com o seu exemplo, desafia-nos a percorrermos, também nós, o caminho da santidade.
Depois de se fazer irmão do Carmo, o mais humilde de entre todos, calcorreou vezes sem conta, na assistência aos pobres e aos doentes, esta Calçada do Sacramento. Também por aqui, de porta em porta, pediu esmola para os seus pobres.
É verdade! Pediu esmola, até que o Rei lho proibiu! Desde que me meti a restaurar a nossa igreja do Santíssimo Sacramento tenho feito a experiência de quanto custa estender a mão à caridade. Muitas vezes peço a intercessão de São Nuno de Santa Maria: Para que não me canse! É preciso reerguer esta igreja, um ícon da devoção do povo de Lisboa ao Santíssimo Sacramento que, como lemos no azulejo colocado na fachada principal da nossa igreja, «é Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Filho da Virgem Maria». Poderíamos nós deixar ruir a igreja do Santíssimo Sacramento? Não, pois não? Como querem, então, que não peça esmola?
Na origem deste mais recente trabalho de José Campos e Sousa está também a insistência daquele que muitos dos presentes recordam com imensa saudade, o poeta Rodrigo Emílio. É ele quem o diz: «O Rodrigo desafiou-me para esta empresa, há uns bons 8 anos, enchendo-me de folhas com poemas e textos sobre Dom Nuno, muito a seu jeito. Este projecto foi sendo adiado por uma razão ou por outra, somente agora que o nosso Herói foi promovido a Santo, pelo Outro Rei , é que eu tive licença de o acabar. Tinha que ser assim!».
Nós, que aqui estamos nesta noite, somos aqueles portugueses «admiradores e herdeiros e seguidores das formaturas de 1143, 1385 e 1640, gente que não tem por hábito pôr-se em bicos dos pés, que só aparece quando é necessária. Gente anónima, modesta, desinteressada e corajosa. Gente que não discute nem põe em causa Portugal, gente que dá sem receber». José Campos e Sousa, você pode cantar para nós. Não perde o seu tempo! Nestes tempos mornos, cante-nos Dom Nuno Álvares Pereira! Ele continua a dizer-nos que é possível viver com fé todas as realidades humanas, sociais, políticas, militares, familiares, religiosas; continua a dizer-nos que é possível ser santo, que se pode viver toda a vida com Deus, que sempre nos vai sugerindo, em cada momento e em cada circunstância, a maneira de acreditar e de amar.
Lisboa, 13 de Novembro de 2009
Conº Armando Duarte
11.11.2009
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Neste Natal ponha o Menino Jesus em sua casa
O «Estandarte de Natal 2009» é uma plataforma criada por um grupo de famílias que pretende partilhar com os seus amigos e vizinhos a alegria do Natal cristão. Assim, à semelhança do que se faz noutras cidades, decidimos decorar as janelas das nossas casas com o Estandarte de Natal, um estandarte grená com o Menino Jesus no centro.
A Paróquia dos Mártires é uma das Paróquias associadas. No Acolhimento da Basílica, diariamente, entre as 10h e as 19h, poderá comprar o seu estandarte por 15 euros. Saiba tudo sobre esta iniciativa: www.estandartesdenatal.org.
Um Milhão de Terços Diários por Portugal
Os promotores desta feliz iniciativa estão a organizar uma Peregrinação a Vila Viçosa que terá lugar na solenidade da Imaculada Conceição, 8 de Dezembro. A passagem custa 10 euros. Pode tratar do assunto no Acolhimento da Basílica dos Mártires. Como a afluência de peregrinos ao «Solar da Padroeira» é enorme naquele dia, devemos ir prevenidos com um farnel. As Irmãs da Arca de Maria estão a preparar, em Vila Viçosa, um espaço de acolhimento.
Outras Peregrinações
A Santiago de Compostela, no Ano Jacobeu de 2010
Terá lugar de 14 a 16 de Fevereiro (Carnaval). Em regime de pensão completa e em quarto duplo, custa € 190.
Á Terra Santa
Seremos capazes de neste ano juntar um grupo de pelo menos 36 pessoas? De 18 a 25 de Março. Custa € 1290. Informações e inscrições no Acolhimento da Basílica dos Mártires. Não atrase a decisão!
Concertos na Basílica dos Mártires
Coro Lopes Graça
Dom * 13 Dez * 16h
Coro Scherzo
Dom * 20 Dez * 16h
Coral União das Misericórdias
Sab * 26 Dez * 16h
Arautos do Evangelho
30.10.2009
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VENDA DE NATAL
Para se organizar uma VENDA DE NATAL que valha a pena, precisamos da sua ajuda:
- Traga a sua prenda até ao dia 6 de Novembro. Pode entregá-la no Acolhimento da Basílica dos Mártires ou na igreja do Sacramento;
- A partir do dia 22 de Novembro faça as suas compras na “nossa” VENDA”.
A ”VENDA” será montada no edifício anexo à igreja do Sacramento.
O dinheiro das vendas reverterá a favor do restauro da Igreja.
CD SOBRE SÃO NUNO
José Campos e Sousa, que acaba de lançar um CD sobre São Nuno de Santa Maria – “São Nuno de Santa Maria: Por Portugal – e nada mais” - , cantará para nós todas as canções no dia 13 de Novembro, Sexta-Feira, às 21h30, na igreja do Sacramento. A entrada é livre.
LANÇAMENTO DE UM LIVRO DE NATAL
Isabel Zambujal acaba de publicar um livro de Natal para crianças com o sugestivo título “O Pai Natal que não comia queijo, ou o Pai Natal das memórias”. O lançamento será na igreja do Sacramento, no Sábado, dia 21, às 18h30. Na ocasião o “Coro Coral Paradoxal” dará um concerto de Natal.
30.10.2009
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No Domingo, dia 22 de Novembro, na Missa das 16h15,o Senhor D.Joaquim Mendes administrará o Sacramento da Confirmação a um grupo de alunos da Academia do Sporting Club de Portugal.
14.10.2009
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CARDEAL-PATRIARCA REABRE O SACRAMENTO AO CULTO
A igreja do Santíssimo Sacramento, ao Chiado, foi, das igrejas edificadas na zona de intervenção do Fundo Remanescente da Reconstrução do Chiado, a única que não recebeu qualquer apoio para a sua reabilitação e restauro.
Com a uma pequena indemnização do Metropolitano de Lisboa concedida em compensação dos estragos causados pelas obras de prolongamento do Metro, iniciámos as obras de reabilitação da igreja (telhados e reconstrução dos anexos da igreja totalmente destruídos pela águas da chuva). Começou o povo de Lisboa a mexer-se dinamizado pela provocação “Quem outro será se não for você”, e aventurámo-nos também no restauro dos tectos da nave e da capela-mor, concluídos em 1805 por Pedro Alexandrino de Carvalho.
Apesar da dívida que ainda existe – o restauro dos tectos e a lavagem da pedra custou mais de duzentos mil euros, e a Paróquia, quase sem população, está no grupo das mais pobres da cidade de Lisboa – os tectos estão restaurados.
Hoje damos graças a Deus pela pobreza da Paróquia… Ao contrário das Paróquias ricas que de vez em quando retocavam e “restauravam”, infelizmente com meios técnicos muito rudimentares e sem grande consciência do valor artístico do património alvo de intervenção, a Irmandade do Santíssimo Sacramento nunca teve dinheiro para essas coisas… Agora, depois do restauro, aquilo que a gente vê não se vê em nenhum outro lugar: as cores, os anjos, as flores, as figuras do próprio Pedro Alexandrino! Veja agora o que mais ninguém conseguiu ver, seguramente, a partir de meados do século XIX!
Damos graças a Deus, porque a nossa pobreza tem permitido trazer ao de cima a solidariedade do povo cristão da cidade e a sua devoção à Eucaristia. Muitas das ofertas que chegam são gestos de devoção ao Santíssimo Sacramento!
Neste aspecto têm acontecido coisas de fazer rebentar as lágrimas. Claro, em tempo de crise, os mais ricos, com medo, defendem o que têm. Mas os mais pobres não fazem cálculos.
Num destes dias chegaram-nos às mãos o donativo de um grupo de quatro militares americanos, católicos, que tendo estado do Iraque donde saíram com vida e com razoável pecúlio, decidiram ter um gesto de amor para com a Santíssimo Sacramento. Não sei como, souberam que a igreja estava a ser restaurada. O certo é que abriram os cordões à bolsa… Mas impressionante mesmo é a velhota, umas das que ainda reside na Paróquia, que da sua pensão mínima, todos os meses tira alguma coisa para as obras. Porque está quase cega, nunca verá os tectos de Pedro Alexandrino. A sua oferta é tão gratuita como a da viúva pobre do Evangelho.
Estamos tão confiantes que, na igreja, parte dos andaimes – os que não escondem os tectos – continuam montados. As obras não podem parar!
E é assim, ainda com muitos andaimes, que o Senhor Cardeal-Patriarca, no dia 17 de Outubro, às 17 horas, celebrará, na igreja do Santíssimo Sacramento, uma Missa pelas intenções daqueles que, com as suas ofertas, orações e sacrifícios, tornaram possível o restauro dos tectos do Sacramento.
Conº Armando Duarte
14.10.2009
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Lisboa, 8 de Outubro de 2009
Aos benfeitores da igreja do Santíssimo Sacramento
O restauro dos tectos da igreja do Sacramento está pronto! Pintados e concluídos por Pedro Alexandrino em 1805, desde então não tinham sido alvo de qualquer intervenção significativa.
Hoje, a técnica de restauro é uma ciência que se aprende na Universidade. Até há pouco tempo, o restauro consistia em pintar por cima o mesmo tema. Por causa destes restauros, tudo aquilo que Pedro Alexandrino pintou e foi posteriormente restaurado, ficou bastante adulterado.
A Irmandade e a Paróquia do Sacramento sempre foram tão pobres que, nestes últimos 200 anos, só se conseguiu restaurar os retábulos dos altares laterais… Que sorte! Salvaram-se os tectos! Quem os vê, vê aquilo que mais ninguém, noutro local, consegue ver: as cores, os anjos, as flores, os pormenores do próprio Pedro Alexandrino.
Embora haja uma dívida daquilo que está feito e ainda falte fazer bastante para termos a igreja restituída ao seu esplendor, temos de dar graças a Deus pela generosidade de tantos, entre os quais V. Exª se inclui.
O Senhor Cardeal-Patriarca reabrirá a igreja ao culto, oficialmente, no próximo dia 17 de Outubro, às 17horas. Gostaria que todos aqueles que de algum modo tornaram possível esta obra pudessem participar na Missa presidida pelo nosso Bispo.
Oportunamente será descerrada uma lápide com o nome daqueles que contribuíram de forma mais significativa, embora, como é óbvio, aos olhos de Deus seja preciosa a oferta da viúva do Evangelho… Mas numa placa, para ser legível, não cabem todos. Caso veja algum inconveniente em que o seu nome seja incluído na referida lápide, pedia-lhe o favor de mo comunicar logo que possível.
Muito grato, certo que tudo fará por participar na Missa do dia 17, cumprimenta com elevada consideração,
Cónego Armando Duarte
Calçada do Sacramento, 11 – 1200-393 LISBOA – email: igrejadosacramento@net.vodafone.pt
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