Recortes
Mensagem de Natal de Bento XVI
“Hoje sobre nós resplandecerá uma luz, porque nasceu para nós o Senhor”
Mensagem de Natal que Bento XVI pronunciou ao meio-dia de 25 de Dezembro, do balcão da fachada da Basílica de São Pedro, no Vaticano, antes de dar sua bênção “urbi et orbi”.
* * *
Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, e vós todos, homens e mulheres amados pelo Senhor!
«Lux fulgebit hodie super nos, quia natus est nobis Dominus.
- Hoje sobre nós resplandecerá uma luz, porque nasceu para nós o Senhor»
A liturgia da Missa da Aurora lembrou-nos que a noite já passou, o dia vai alto; a luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós.
Todavia a Bíblia e a Liturgia não nos falam da luz natural, mas de uma luz diversa, especial, de algum modo apontada e orientada para um «nós», o mesmo «nós» para quem o Menino de Belém «nasceu». Este «nós» é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene actualidade deste acontecimento.
Ao princípio, ao redor da manjedoura de Belém, aquele «nós» era quase invisível aos olhos dos homens. Como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, para além de Maria e José, poucos e humildes pastores que acorreram à gruta avisados pelos Anjos. A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso na noite. À volta tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira «que ilumina todo o homem» (Jo 1, 9). E no entanto tudo acontece na simplicidade e ocultamente, segundo o estilo com que Deus actua em toda a história da salvação. Deus gosta de acender luzes circunscritas, para iluminarem depois ao longe e ao largo. A Verdade e também o Amor, que são o seu conteúdo, acendem-se onde a luz é acolhida, difundindo-se depois em círculos concêntricos, quase por contacto, nos corações e mentes de quantos, abrindo-se livremente ao seu esplendor, se tornam por sua vez fontes de luz. É a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna Povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o «sinal» da sua presença salvífica e libertadora e estender o «nós» dos crentes em Cristo à humanidade inteira.
Onde quer que haja um «nós» que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis. A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela própria recebeu em dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força. Mas, não O guarda para si: oferece-O a quantos O procuram de coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, a quantos suspiram pelo bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente económica mas antes ainda moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: «Vamos até Belém» (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança.
O «nós» da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar os seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e represália e a comprometerem-se com renovado vigor e generosidade no caminho para uma convivência pacífica. O «nós» da Igreja está presente nos outros países do Médio Oriente. Como não pensar na atribulada situação do Iraque e no «pequenino rebanho» de cristãos que vive na região? Às vezes sofre violências e injustiças, mas está sempre disposto a oferecer a sua própria contribuição para a edificação da convivência civil contrária à lógica do conflito e rejeição do vizinho. O «nós» da Igreja actua no Sri Lanka, na Península Coreana e nas Filipinas, e ainda noutras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. No continente africano, não cessa de erguer a voz até Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito dos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagáscar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los. Na Europa e na América do Norte, o «nós» da Igreja incita a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar as pessoas mais débeis, a começar daquelas ainda por nascer. Nas Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o «nós» da Igreja é factor de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade.
Fiel ao mandato do seu Fundador, a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas. Frente ao êxodo de quantos emigram da sua terra e são arremessados para longe pela fome, a intolerância ou a degradação ambiental, a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento. Numa palavra, a Igreja anuncia por toda a parte o Evangelho de Cristo, apesar das perseguições, as discriminações, os ataques e a indiferença, por vezes hostil, mas que lhe consentem de partilhar a sorte do seu Mestre e Senhor.
Queridos irmãos e irmãs, que grande dom é fazer parte de uma comunhão que é para todos! É a comunhão da Santíssima Trindade, de cujo seio desceu ao mundo o Emanuel, Jesus, Deus-connosco. Como os pastores de Belém, contemplamos cheios de maravilha e gratidão este mistério de amor e de luz! Boas-festas de Natal para todos!
PRESENTE DE NATAL
Era sempre a mesma coisa! Todos os anos, depois das festas do Natal e do novo Ano, prometia e jurava a pés juntos que, para a próxima, não iria deixar tudo para a última, que iria comprar os presentes com tempo, que não se deixaria levar pela lufa-lufa das vésperas, ao cumprir aquela cansativa mas necessária tradição de dar a alguns familiares e amigos, no dia do nascimento de Jesus, alguma pequena lembrança. Mas depois, por inadiáveis compromissos profissionais e não só, postergava sistematicamente a realização desse seu propósito, com a inevitável consequência de se ver obrigado a realizar essas compras precisamente quando as lojas pululavam de clientes e os centros comerciais, pejados de compradores compulsivos, pareciam imensos formigueiros de frenéticas térmitas.
Natal. O Natal é uma maçada! - desabafou para si mesmo, quando bateu com o nariz na porta daquela pequena loja de artigos de bom gosto, onde tencionava comprar alguma coisa para a sua mãe. A velha senhora, já octogenária, via com dificuldade e ouvia mal, para além de outros achaques próprios da idade, pelo que não era fácil encontrar um presente à medida das suas limitações. Mas, apesar disso, gostava de lhe levar sempre qualquer coisa, um mimo que, por insignificante que fosse, expressasse naquele dia o seu amor filial e a sua gratidão.
Quando chegou a abençoada noite de consoada, a que se seguiria, já depois da Missa do galo, a troca dos presentes, encontrou-se desesperadamente de mãos vazias. In extremis, tinha ainda ido à florista do bairro, na expectativa de que um bonito ramo o pudesse livrar de tão aflitivo apuro. Mas também essa tentativa saiu gorada: a simpática «dama das camélias» tinha abalado para a terra e fechado o estabelecimento, não sem antes o guarnecer com um intermitente voto luminoso de Boas Festas, obviamente «made in China».
Estava tudo perdido! Foi de mãos a abanar que tocou à porta da casa que a mãe abriu, com a ternura de sempre. Depois do cumprimento habitual, balbuciou uma desculpa qualquer, que a velha senhora não deixou concluir:
- Mas, meu filho, isso não importa, o que realmente interessa é que tu tenhas vindo!
A verdade é que a sua primeira reacção foi de alívio ante aquela indulgente amnistia maternal, mas só mais tarde lhe descobriu o seu verdadeiro sentido: o Natal não é só, nem principalmente, a festa dos presentes, mas a solenidade do Deus-presente, que se faz dom para a humanidade porque, como escreveu São João, «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu», por presente, «o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16). No Natal de há dois mil anos, Deus não nos deu nenhuma coisa, mas Alguém: deu-Se a Ele mesmo na pessoa do seu Filho, Jesus.
Neste Natal dê presentes, mas sobretudo dê-se como presente aos outros: em vez do filho, marido, mulher, pai ou mãe ausente, em vez do familiar ou amigo esquecido; em vez do colega ou vizinho distante; seja um filho-presente, uma mãe ou um pai-presente, uma familiar-presente, uma amigo-presente, um colega-presente, um vizinho-presente.
Dar presentes é bom, como fizeram os magos e, certamente, os pastores, mas ser presente é muito melhor, porque é ser como Jesus e dar aos outros aquela inefável alegria que, na pobreza do presépio de Belém, experimentaram tão intensamente Maria e José.
Um Santo Natal!
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
CARTA DO CARDEAL-PATRIARCA DE LISBOA
AOS PÁROCOS E ÀS COMUNIDADES CRISTÃS DO
PATRIARCADO DE LISBOA
Irmãos e Irmãs,
A propósito da aprovação pelo Governo do Projecto de Lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a apresentar à Assembleia da República, um jornal diário da capital noticiou em título que o Patriarca de Lisboa, num encontro com o Primeiro-Ministro, celebrou com ele um “pacto”, subentendendo nesse título uma certa condescendência da Igreja com o referido Projecto-Lei. Dada a gravidade da insinuação que deixou perplexos muitos católicos, dirijo-vos esta carta para esclarecer o que realmente se passou.
1. O Patriarca de Lisboa encontrou-se, de facto, com o Senhor Primeiro-Ministro, a pedido deste, no dia 20 de Outubro. Ficou assente entre ambos que não haveria declarações para o público sobre os assuntos nele abordados. O Patriarca de Lisboa foi fiel a este compromisso de discrição. Consideramos perfeitamente normal que, apesar do ordenamento constitucional de separação da Igreja e do Estado, que não exclui o princípio da cooperação confirmado na Concordata, haja momentos de diálogo entre os Órgãos de Soberania e a Hierarquia da Igreja. Esses encontros são, por natureza discretos, dada a consciência mútua de que a Hierarquia da Igreja não quer imiscuir-se na esfera política e na área de competência do Estado e dos seus Órgãos de Soberania.
2. O encontro noticiado, o primeiro entre o actual Primeiro-Ministro e o Patriarca de Lisboa, foi uma troca de impressões sobre diversos aspectos da nossa sociedade actual, da qual a Igreja faz parte enquanto comunidade particularmente significativa. Acerca de nenhum dos pontos abordados nesse encontro, houve “pactos” ou “compromissos”. Ambos os interlocutores estavam conscientes da especificidade das instituições que representavam. Nem o Senhor Primeiro-Ministro sugeriu nenhum “pacto”, nem o Patriarca de Lisboa podia assumir qualquer compromisso que significasse, ainda que indirectamente, o condicionamento da liberdade da Igreja de afirmar a sua doutrina acerca de qualquer problema da sociedade portuguesa.
3. O assunto referido pela comunicação social, a possível legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, foi realmente abordado. Mereceu um intercâmbio de perspectivas sereno e franco. O Senhor Primeiro-Ministro afirmou a sua determinação em avançar com o Projecto, o Patriarca de Lisboa reafirmou a posição da Igreja e a disposição de a afirmar publicamente quando achasse oportuno e pelos meios próprios da sua intervenção pastoral, direito da Igreja que o Senhor Primeiro-Ministro claramente reconheceu.
4. A Hierarquia da Igreja mantém, assim, toda a liberdade de anunciar a sua doutrina acerca desta questão e fá-lo-á quando achar oportuno e pelos meios consentâneos com a sua missão. A Igreja reconhece a legitimidade legislativa do Estado, mas não deixará de interpelar a consciência dos decisores e de elucidar a consciência dos cristãos sobre a maneira de se comportarem acerca de leis que ferem gravemente a compreensão cristã do homem e da sociedade.
A Hierarquia da Igreja usará os meios e os modos consentâneos com a sua missão: proclamação da sua doutrina e o diálogo com pessoas e instituições para o qual está sempre disponível. Não consideramos consentâneas com a missão da Hierarquia formas públicas de pressão política que os cristãos, no exercício dos seus direitos de cidadania, são livres de promover ou de nelas participar.
5. A doutrina da Igreja acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo é conhecida. Nesta circunstância concreta, é, certamente, ocasião de explicitar claramente os seus fundamentos. Está em questão uma alteração grave da compreensão antropológica do casamento, da sua dimensão institucional baseada num acordo celebrado entre um homem e uma mulher, constituindo, assim, uma família, célula base da sociedade. Esta concepção do casamento e da família está, desde sempre, expressa em todas as culturas, porque radica num elemento basilar da verdade da natureza.
Não se trata, nesta circunstância, de tomar posição sobre as pessoas homossexuais; a doutrina da Igreja, marcada pela verdade e pela caridade, está claramente expressa. Trata-se, isso sim, de salvaguardar a verdade acerca do casamento e da família.
A Encarnação do Verbo de Deus, que estamos a celebrar no Natal, exige de nós a firmeza da verdade e a bondade da caridade.
Desejo a todos um Santo Natal.
Lisboa, 21 de Dezembro de 2009
† JOSÉ, Cardeal-Patriarca
21 Dezembro 2009 - 04h32
Religião: Momento alto da iniciativa ‘Presépio na Cidade’
Grávidas abençoadas na Igreja

Pedro Catarino
Foram cerca de três dezenas as parturientes que ontem compareceram na Igreja dos Mártires, em Lisboa, para a Bênção das Grávidas, um dos momentos altos do ‘Presépio na Cidade’, iniciativa que vai na 10ª edição e que assume o objectivo de “repor o verdadeiro sentido do Natal”. O bispo-auxiliar de Lisboa, D. Anacleto Oliveira, presidiu à cerimónia.”Nesta homilia participam mais pessoas do que as que se vêem. E são as que não se vêem que estão no centro das atenções”, começou por dizer D. Anacleto, numa alusão às crianças nos ventres das mães, às quais depois se dirigiu, dizendo : “Benditas sois vós entre as mulheres.”Entre as grávidas estava Sofia Câmara, de 40 anos, que vai para o terceiro filho. “Estou aqui porque acredito. É Deus que nos põe aqui, esta criança não foi planeada e sinto que já está protegida”, disse ao CM esta gestora imobiliária de Lisboa, que elege como valores fundamentais a transmitir ao filho a “honestidade, humildade e simplicidade”.
Antes da Bênção das Grávidas, dezenas de pessoas participaram na Via da Alegria, uma procissão pelas ruas da Baixa Chiado, que simbolizam o caminho que a Sagrada Família fez até Belém.
Bernardo Esteves
Exitosa campaña para recristianizar la Navidad en Portugal
in HO - Hazteoir.Org
la web del ciudano activo
También en el país vecino comienza a extenderse el hábito de colgar balconeras con imágenes auténticamente navideñas.
• Proyecto ‘Feliz Navidad 2009′
REDACCIÓN HO.- Hace unos meses, un grupo de amigos residentes en Portugal tuvo la idea de importar de tierras españolas balconeras con la imagen del Niño Jesús para colocarlas en las terrazas y ventanas de las casas lusitanas, con el objetivo de hacer visible en cada una de ellas un símbolo de lo que realmente representa la Navidad.
Entonces, ninguno de ellos tenía podía prever el entusiasmo con el que los portugueses iban a acoger la idea.
Una de las organizadoras de esta iniciativa es Paula Pimentel, quien nos cuenta las dudas que ella y sus amigos albergaban sobre el eco que podrían hallar en la sociedad del país vecino:
“Al principio, sinceramente, pensábamos que la idea no iba a tener un impacto muy significativo; pero la realidad es que la respuesta de las familias portuguesas ha sido magnífica y en sólo un mes y medio del Norte al Sur del país se han vendido 23.176 balconeras, todas ellas provenientes de un fabricante español”.
Paula Pimentel, entusiasmada, continúa dándonos detalles:
“La campaña ha causado un efecto positivo de carácter secundario, pues se han recaudado más de 200 mil euros y los beneficios generados se destinarán a las obras sociales u otras necesidades importantes de las 180 parroquias que han participado activamente en ella. El superávit resultante de la venta de las primeras colgaduras, llevada a cabo directamente por los impulsores de la iniciativa, ya ha sido aplicado a la compra de bienes y alimentos de primera necesidad para las familias más pobres de tres barrios deprimidos de Lisboa. Al principio no esperábamos que nuestra idea fuese a generar beneficios, temíamos incluso no recuperar el dinero que habíamos invertido en las primeras colgaduras. Por otra parte, es evidente que el lucro no era el objetivo de la campaña, pero ya que ha habido beneficios, nos da mucha alegría haber podido contribuir para que las parroquias, siempre tan necesitadas, hayan tenido algunos ingresos”.
Otra de las organizadoras, Xurdana Peña, se lamenta de que el stock de balconeras del fabricante se haya agotado por completo, de manera que han sido varias las parroquias que no han podido obtener las que habían encargado:
“El año que viene intentaremos dar respuesta a todas ellas, una vez que, a través de este pequeño gesto simbólico de colgar el Niño Jesús en tu ventana, nos hemos dado cuenta de que los portugueses están ávidos de compartir su fe y de recristianizar la sociedad. Menos mal que la última semana el coordinador de esta iniciativa en Braga, Bruno Almeida, junto con otros amigos de Viseu y Coimbra, pudo hacer un último pedido más de 3.500 colgaduras a otro fabricante, lo que ha permitido poder satisfacer algunos pedidos más”.
Marifer González, que gestionó este último pedido en Lisboa comenta:
“Es impresionante; aun sabiendo que no llegarán hasta el 22 de diciembre, la gente no para de encargar balconeras”.
Paula Pimentel explica que, aunque la idea surgió de un reducido grupo de 5 familias de Lisboa, que progresivamente fue aumentando, muy pronto empezaron a interesarse personas de Viseu, de Braga y de Faro. Más tarde, de Oporto, de Évora, de Coimbra, etc., de manera que el “estandarte” del Niño Jesús se ha convertido esta Navidad en un verdadero fenómeno nacional:
“Ello es consecuencia del ansia de recristianización de una sociedad portuguesa que siente cada vez más la importancia de darle un sentido auténtico a la Navidad. Los diversos medios de comunicación (periódicos, revistas, radio y varios canales de televisión) han contactado y entrevistado a la organización interesándose por esta iniciativa. La sintonía entre el equipo de trabajo, cada vez más extenso, trabajando sincronizado por todo el país y la adhesión masiva de las parroquias han potenciado el éxito de este primer año de balconeras en Portugal”.
Por último, Paula expresa su deseo de que colgar en los balcones la imagen del Niño Dios sea sólo una expresión externa de algo mucho más profundo:
“Esperamos, que todos nos esforcemos por llevar al Niño Jesús no sólo a nuestras ventanas sino también a nuestros corazones. De hecho, esta iniciativa ha producido incluso conversiones de tipo espiritual (las colgaduras sólo se venden en las parroquias y hay gente que hace años no pisaban una iglesia y han entrado para eso) que evidentemente no pueden contarse aquí, pero que son muestra del impacto y de la implicación de los ciudadanos en esta campaña y de cómo Dios se encarga de bendecir las iniciativas que van al encuentro de lo auténtico, de lo bello y de lo verdadero; en este caso, devolver el sentido auténtico a la Navidad y ayudar a los más pobres en sus necesidades”.
Afinal, sempre há lugar na estalagem
Era uma noite fria e com muito vento em Nairobi, no Quénia. Os aguaceiros de chuva tropical não paravam de cair desde a tarde. Num enorme bairro de lata perto do nosso hospital da Missão de Santa Maria, nasceu, em segredo, uma menina não desejada, que foi atirada para uma lixeira com um cheiro nauseabundo. Durante toda a noite, esta criança esteve exposta à chuva e ao frio. Na manhã seguinte, umas pessoas do mesmo bairro descobriram-na no meio do lixo e trouxeram-na para o hospital. Vinha roxa e com a pele enrugada devido à chuva. Estava tão fria que o termómetro não conseguiu registar a sua temperatura, e a respiração era bastante fraca.
As enfermeiras do hospital conseguiram trazer esta criança de volta à vida, utilizando garrafas de água quente para a aquecerem com suavidade, oxigénio, glicose e doses ilimitadas de amor. Tiraram-lhe da boca e dos ouvidos insectos que trouxera da lixeira. No dia seguinte, a menina começou a ser alimentada a biberão. Foi-lhe dado o nome de Hazina (que significa “Tesouro” na língua suahili) e, agora, esta robusta criança reside numa enfermaria recém-inaugurada no nosso hospital.
Agradecemos a Deus pela graça que ela representa para todos nós, enquanto Centro Católico de Prestação de Cuidados de Saúde aos Pobres.
Talvez esta criança nos tenha trazido uma mensagem de Natal sobre a qual devemos reflectir. Ao longo da nossa vida, cada um de nós deve corresponder ao amor que nos é oferecido pelos outros. Devemos também experimentar o amor vivificante de Cristo na nossa vida durante esta época especial e deixarmo-nos enriquecer interiormente por ele.
William Fryda ´in Clube de Contadores Histórias `
Natal ideal
17 | 12 | 2009 08.39H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
Estão criadas as condições ideais para o Natal. Basta olhar à volta e vê-se logo. Reparem como todos andam atarefados com a sua vida, festejos, compras, boas-festas. Tudo se centra em consumo, prazer, dinheiro, azáfama. Não é isto mesmo o ideal para o Natal?
Pelo menos na vida pública, ninguém parece interessado no significado desta festa, no presépio e no nascimento de Cristo. Vemos renas, árvores, sinos, trenós, mas poucas manjedouras. As montras, anúncios, jornais, televisões falam do Pai Natal ou do Obama em Copenhaga, não de Jesus.
Ninguém medita no acontecimento espantoso que é Deus nascer como um menino, o Omnipotente vir viver como um de nós para trazer toda a felicidade do Céu à tristeza deste mundo.
Olhamos à volta e tudo parece alheio a essa espantosa Boa Nova, que mudou e muda o mundo. Basta ver isto e compreende-se: estão criadas as condições ideais para o Natal.
Porque foi precisamente assim na primeira vez que houve Natal. Quando Jesus nasceu também ninguém lhe ligou nenhuma. Toda a gente se atarefava na sua vida, sem sequer saber do estábulo. As atenções estavam centradas nas árvores, no gado, no consumo, prazer.
Falava-se de Herodes, gordo e de barbas brancas como o Pai Natal, e no imperador Augusto, com enormes semelhanças a Obama. Apesar de avisadas pelos profetas, as pessoas não conseguiam sequer imaginar que Deus pudesse visitar o seu povo.
No dia de Natal ninguém achava possível haver Natal. Como hoje. Porque o Natal depende da vontade sublime de Deus, não das condições que nós criamos.